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Sexta, 02 Março 2018 18:27

Em ano eleitoral, Alckmin deve acelerar entrega de obras do Metrô

Nos últimos 3 anos, Alckmin entregou 5 estações; somente em 2018 está prevista e entrega de 16 paradas
A Linha 17 – Ouro, também prevista para 2014 deve ser entregue com 10 km e 11 estações a menos A Linha 17 – Ouro, também prevista para 2014 deve ser entregue com 10 km e 11 estações a menos Thiago Neme/Gazeta de S.Paulo
Da Reportagem
De São Paulo

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) pretende inaugurar ainda este ano, o último de sua atual gestão, 16 novas estações de metrô. O número é 300% maior do que nos primeiros três anos de seu mandato. Alckmin é o principal pré-candidato de seu partido à presidência da República.

Nesta sexta-feira, o governador inaugurou a Eucaliptos (Linha 5-Lilás), em Moema. “Até o fim do ano chegaremos a 102 quilômetros no metrô, fora a CPTM”, declarou Geraldo Alckmin durante o evento.

Ainda este mês, de acordo com o Governo do Estado, estão previstas a entrega de mais seis estações: São Lucas, Camilo Haddad, Vila Tolstói, Vila União e Jardim Planalto (Linha 15-Prata) e Oscar Freire (Linha 4-Amarela).

Além dessas, as estações que devem ser concluídas em 2018 são: Linha 4-Amarela: São Paulo-Morumbi; Linha 5-Lilás: Moema, AACD-Servidor, Hospital São Paulo, Santa Cruz, Campo Belo e Chácara Klabin; Linha 15-Prata: Fazenda da Juta, Sapopemba e São Mateus.

Entre 2015 e 2018, o Metrô entregou 5,2 km de trilhos e 7 estações: Vila Prudente e Oratório (Linha 15–Prata), Higienópolis-Mackenzie (Linha 4-Amarela) e Alto da Boa Vista, Borba Gato, Brooklin e Eucaliptos (Linha 5-Lilás).

Atrasos

As estações de metrô não chegam no ritmo que a população necessita. Diariamente, o sistema de São Paulo transporta 4,6 milhões de passageiros. A rede metroviária atual conta com seis linhas e 73 estações distribuídas em 83,3 km de trilhos. Se a promessa de Alckmin se cumprir, esta vai ser a primeira vez desde 1988 que mais de 10,4 km de linhas são entregues em um único ano.

A Linha 5- Lilás, por exemplo, foi prometida para 2014, e desde então atrasou várias vezes. A Estação Eucaliptos era para ter sido entregue em dezembro do ano passado, foi adiada para janeiro e depois fevereiro, e foi inaugurada na sexta-feira, 2 de março.

A obra de expansão, que teve início em 2009 e na qual está a construção da estação Eucaliptos, começou custando R$ 6,5 bilhões e ficou 51% mais cara, custando R$ 9 bilhões e 900 milhões.

A previsão é a de que até o final de abril o governo assine o contrato com a concessionária que fará a operação da Linha5- Lilás pelos próximos vinte anos.

A Linha 4 – Amarela, depois de 6 anos de obras, somente da segunda fase, não deve ser concluída este ano.

A estação Vila Sônia, última parada da linha, está prevista para dezembro de 2019.

Monotrilho

Com tantos atrasos, o valor da obra cresce e o número de estações e o percurso diminui. É o caso das obras do monotrilho. As linhas 15 (Prata) e 17 (Ouro), que deveriam ser inauguradas para a Copa do Mundo de 2014, ainda não foram entregues.

As extensões foram reduzidas e houve uma elevação de preços por quilômetro em até 83%. O prazo para a conclusão dos dois monotrilhos foi adiado. E mesmo quando estiverem prontas, as duas linhas vão ficar menores do que o Governo do Estado prometeu e vão custar mais caro.

O trecho entre as estações Iguatemi, São Mateus e Cidade Tiradentes, da Linha 15 – Prata, foi suspenso. Com isso, são 16 km e 8 estações a menos. O preço do quilômetro da linha subiu 70%, passando de R$ 206 milhões para R$ 354 milhões.

A Linha 17 – Ouro também sofreu perdas e será entregue com 10 km e 11 estações a menos. Ao contrário do previsto anteriormente, o monotrilho não levará mais ao estádio do Morumbi e ao Jabaquara. O preço do quilômetro também subiu, de R$ 177 milhões para R$ 325 milhões, cerca de 83%.

A Linha 15- Prata seria o maior sistema de monotrilhos do mundo. A ideia era entregar o trecho até Cidade Tiradentes em 2012, mas hoje o trem vai e volta em um trecho de 3 km entre as estações Oratório e Vila Prudente.

Segundo o Metrô, o atraso nas obras do monotrilho na Linha Prata se deu porque os projetos de três estações que ficariam sobre o córrego da Mooca tiverem de ser refeitos.

Na Linha 17- Ouro, ainda de acordo com o Metrô, o problema foi com as empresas contratadas que tiveram os contratos rescindidos porque não deram conta de cumprir as suas obrigações.

Estado deve assumir obras

Para andar com as obras da Linha 6 – Laranja, paradas desde setembro de 2016, a gestão Geraldo Alckmin (PSDB) avalia rever o modelo de concessão projetado para ela. O secretário dos Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, admitiu na última semana, que a administração estadual pode assumir as obras e passar apenas a operação à iniciativa privada, em vez de fazer uma concessão integral.

“Nós podemos avaliar se vamos continuar com o modelo greenfield ou em partes, ao invés de a concessionária fazer tudo, nós vamos fazer a obra. Vamos avaliar o que é mais conveniente”, disse o secretário. O Consórcio Move São Paulo, formado por Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC, todas alvo da LavaJato, tentava vender a concessão para um grupo asiático, e deve agora deixar oficialmente o projeto.

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