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Terça, 05 Dezembro 2017 16:45

Acusada de desvio milionário, ex-prefeita de Ribeirão Preto se cala em depoimento

RIBEIRÃO PRETO. Ex-prefeita foi alvo da Operação Sevandija, em setembro de 2016, que prendeu 11 pessoas e suspendeu mandatos de vereadores
Carro levando a ex-prefeita Dárcy Vera chegou ao Fórum de Ribeirão Preto, por volta das 8h da manhã; no depoimento, a ex-prefeita informou que só responderia os questionamentos da sua defesa Carro levando a ex-prefeita Dárcy Vera chegou ao Fórum de Ribeirão Preto, por volta das 8h da manhã; no depoimento, a ex-prefeita informou que só responderia os questionamentos da sua defesa Fernando Calzzani/Photo Press/Folhapress
Da Reportagem

A ex-prefeita de Ribeirão Preto, Dárcy Vera (sem partido) prestou depoimento na manhã desta terça-feira na 4ª Vara Criminal da cidade. Vera é acusada de chefiar um esquema de desvio de R$ 45 milhões dos cofres públicos municipais, mas se manteve calada diante das perguntas dos promotores do Gaeco e do juiz.

A ex-prefeita está presa desde maio deste ano e segundo as investigações teria recebido R$ 7 milhões em propina para liberar pagamentos indevidos de honorários advocatícios. Ela responde por corrupção passiva, organização criminosa e peculato - crime em que o agente público se beneficia do cargo que exerce.

Ao chegar ao Fórum, por volta das 8h da manhã, Dárcy Vera estava algemada e usava uniforme da Penitenciária de Tremembé (SP). O depoimento durou cerca de uma hora e meia. Dárcy entrou na sala de audiências sem algemas, mas com as mãos para trás, acompanhada da advogada Maria Cláudia Seixas. No depoimento, a ex-prefeita informou que só responderia os questionamentos da sua defesa.

Ao negar o recebimento de propina, ela afirmou ter pedido à advogada Maria Zuely Librandi um empréstimo de R$ 120 mil para pagar faturas do seu cartão de crédito. Librandi atuava no sindicato dos servidores num acordo de perdas decorrentes do Plano Collor contra a prefeitura de R$ 800 milhões. Foram pagos desde 2008 -um ano antes de Dárcy assumir seu primeiro mandato- mais de R$ 300 milhões, além de

R$ 45 milhões em honorários. Esse montante é ilegal, segundo o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público paulista.

De acordo com a Promotoria, os pagamentos eram feitos em dia, enquanto lixo se acumulava na cidade e hospitais não recebiam repasses da administração municipal. Dárcy seria beneficiária de propina para manter o pagamento. A suspeita da Promotoria é que a ex-prefeita tenha recebido R$ 7 milhões.

Ex-prefeita foi alvo da Operação Sevandija, em setembro de 2016, que prendeu 11 pessoas e suspendeu os mandatos de nove
vereadores. (Com informações da Folhapress)

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