‘Maior ladrão de obras do País’ comandou roubo a biblioteca, diz polícia

Segundo autoridades, Laéssio Rodrigues de Oliveira foi o mandante do roubo de 13 obras da Biblioteca Mário de Andrade

Dois criminosos armados invadiram a Biblioteca Mário de Andrade 

Quadros foram levados da biblioteca em dezembro/Reprodução

A Polícia Civil informou que Laéssio Rodrigues de Oliveira, um velho conhecido da Justiça, foi o mandante do roubo de 13 obras da Biblioteca Mário de Andrade, no centro da São Paulo, em dezembro de 2025. Ele é apontado pelas autoridades como “o maior ladrão de obras de arte do Brasil”.

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A polícia deflagrou nesta sexta (22/5) a Operação Marchand, para desarticular o núcleo de planejamento do crime. Além de Laéssio, foram alvos de mandados de prisão o companheiro dele e uma estudante de direito.

As obras subtraídas da Biblioteca Mário de Andrade estão avaliadas em R$ 1,3 milhão. A suspeita é de que elas tenham sido vendidas ilegalmente e estejam fora do Brasil.

Laéssio já estava preso desde 20 de abril, quando foi flagrado tentando corromper um segurança do Instituto Rui Barbosa, no Rio de Janeiro, para praticar novo furto.

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A Justiça também expediu 11 mandados de busca e apreensão para cumprimento em São Paulo, São Bernardo do Campo, Diadema e Rio de Janeiro.

Segundo o portal Metrópoles, a polícia apontou Laéssio em 1998 como responsável pelo furto de revistas raras na Fundação Biblioteca Nacional, material avaliado na época em 750 mil dólares.

Nos anos seguintes, ele teria sido também o responsável por furtos em bibliotecas da Universidade de São Paulo (USP), do Museu Nacional e do Palácio do Itamaraty, entre outros.

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Como o crime aconteceu

De acordo com a Polícia Militar, dois bandidos renderam em 7 de dezembro do ano passado os seguranças e guardas municipais da Biblioteca Mário de Andrade e fizeram os roubos.

Os suspeitos levaram oito ilustrações da série “Jazz”, de Matisse, e cinco gravuras feitas por Candido Portinari para a obra Menino de Engenho.

Um dos suspeitos foi preso no dia seguinte ao crime. O outro segue foragido.