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Terça, 13 Fevereiro 2018 12:58

Foliões ignoram lei e consomem bebidas alcoólicas no metrô de SP

Um cartaz foi afixado nas estações com a informação que é proibido beber bebida alcoólica ou viajar embriagado, segundo lei estadual.
O metrô de SP é um dos mais movimentos do mundo. O metrô de SP é um dos mais movimentos do mundo. Fotos Públicas/Divulgação
Por Folhapress

Com as estações lotadas e os foliões como uma parte expressiva dos passageiros, o Metrô e a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) não conseguiram coibir o consumo de bebidas dentro de estações e trens de São Paulo. O mesmo aconteceu na linha 4-amarela, cuja operação é feita pela iniciativa privada.

Um cartaz foi afixado nas estações com a informação que é proibido beber bebida alcoólica ou viajar embriagado, segundo lei estadual.

Mas a proibição não era aplicada. "Se eu for barrar alguém por estar bebendo ou estar embriagado, tenho que impedir 80% das pessoas de embarcar. Não tem nem como fazer isso, mesmo que se queira", afirmou o funcionário de uma das estações.

A diminuição do número de catracas liberadas para a entrada foi estratégia para conter o fluxo de passageiros em estações como a República, das linhas 3-vermelha e 4-amarela, e Paraíso, das linhas 1-azul e 2-verde.
No sábado (10), a polícia chegou a usar gás pimenta para conter uma confusão no embarque e desembarque da estação República. Pessoas idosas e com dificuldades de locomoção sofriam com as escadas rolantes desligadas.

Um aviso sonoro foi usado na tarde de domingo (11) para orientar os passageiros a evitarem a estação Paraíso, devido ao grande fluxo lá, por causa da avenida 23 de Maio, para onde a gestão João Doria (PSDB) deslocou neste ano os grandes blocos. A orientação era para que as pessoas desembarcassem nas estações São Joaquim e Vergueiro para seguirem para a avenida. As filas também ficaram grandes na Vergueiro, que é próxima da Paraíso.

Nos vagões e nas estações, o ritmo era de aquecimento para os blocos. Passageiros carregavam gelo e bebiam catuabas e vodkas coloridas em copos ou no gargalo. Alguns sentaram e até deitaram no piso das estações. Os vendedores dentro do vagão ofereciam água e eventualmente cerveja. Algumas pessoas ligavam aparelhos de som em volume alto, outras preferiam batucar no teto do metrô e cantar.

MACONHA E LANÇA-PERFUME

Apesar de o consumo de bebidas alcoólicas ter sido a situação mais comum, houve casos também de uso de drogas ilícitas dentro dos vagões de trens e de metrôs.

Na tarde de sábado, a reportagem presenciou um homem que fumava maconha dentro de uma composição da linha 4-amarela, no sentido para o Butantã. Como ele estava próximo ao ar-condicionado, o cheiro se espalhou por todo vagão, o que chamou a atenção dos demais passageiros.

Os seguranças da empresa responsável pela operação da linha 4 entraram no vagão na estação Pinheiros, mas o homem já havia desembarcado na estação anterior. Eles vistoriaram a composição, ouviram as reclamações de outros passageiros e comunicaram o assunto para outros colegas via rádio.

A reportagem também presenciou dois jovens inalando lança-perfume em um trem da linha 10-turquesa da CPTM, no sentido Brás, na manhã de sábado.

O produto estava acondicionado em uma garrafa plástica para produtos médicos. Um dos jovens chegou a exibir a garrafa e oferecer o produto para as outras passageiros que estavam no vagão.

Em seguida, ele se aproximou do colega e ambos ficaram em um canto do trem, ao lado das portas, fazendo uso da substância.

Eles seguiram sem ser incomodados por seguranças até a estação Tamanduateí, que faz conexão com a linha 2-verde do Metrô, onde desembarcaram com mais passageiros.

FISCALIZAÇÃO

O Metrô informou, por telefone, que manteve a fiscalização. "O passageiro é orientado a se desfazer da bebida antes de entrar ou, se for flagrado dentro das estações, a se retirar do sistema", diz.
A CPTM seguiu a mesma linha e disse que "usuários flagrados em tais situações perdem o direito à viagem". A ViaQuatro, que administra a linha 4-amarela, diz que transportou número de passageiros superior ao normal, mas reforçou "orientações de segurança".

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