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Sexta, 12 Janeiro 2018 18:23

Asfalto deve receber até R$ 600 mi em recursos

Com zeladoria criticada, gestão Doria investe na recuperação de vias
Rua dos Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, recebeu o serviço de recapeamento e reconsturção de guias e sarjetas na sexta-feira, 12 Rua dos Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, recebeu o serviço de recapeamento e reconsturção de guias e sarjetas na sexta-feira, 12 Thiago Neme/Gazeta de S.Paulo
Por Marcelo Tomaz
De São Paulo

Avenidas importantes de São Paulo que são alvo de reclamações de motoristas, como a Paulista, na região central, a Caetano Álvares, na zona norte, a Interlagos e a Nazaré, na zona sul, e a Marechal Tito e a Aricanduva, na zona leste, foram ou ainda serão recapeadas pelo programa Asfalto Novo, lançado pela gestão do prefeito João Doria (PSDB) no final do ano passado.

A iniciativa, anunciada em outubro, prevê investir ao menos R$ 350 milhões em 3 milhões de metros quadrados de asfalto. A expectativa, no entanto, é que esse valor cresça ainda mais. “Queremos chegar a um investimento de R$ 600 milhões. Há mais de 10 anos não havia um programa de recapeamento na cidade. São vários lotes, em todas as regiões. Começamos a implementação do projeto nas periferias, mas, ao todo, são 32 frentes”, afirma Cláudio Carvalho de Lima, secretário das Prefeituras Regionais.

Do valor previsto inicialmente, R$ 210 milhões são provenientes do Fundo de Multas, R$ 100 milhões do Tesouro Municipal e os outros R$ 40 milhões serão investidos pela SPTrans no recape de corredores de ônibus. A Sabesp ainda pagará R$ 60 milhões em outros 400 mil metros quadrados.

São 11 lotes diferentes de obras, nos quais a durabilidade do asfalto tem que ser de, pelo menos, 8 anos. As empresas que venceram a licitação para assumir o serviço podem realizar o trabalho em, no máximo, dois lotes. O edital também exigiu ensaios tecnológicos para assegurar a qualidade e a espessura adequada do recapeamento.

Carvalho, que teve longa carreira de executivo na construtora Cyrela, vistoria as obras semanalmente e afirma estar muito contente com o que foi produzido até agora. “Estamos obtendo um retorno positivo da população, afinal não é só asfalto de qualidade. Estamos instalando novas guias e sarjetas”, destaca.

Avenidas como a Elísio Teixeira Leite, na zona norte, Jorge João Saad, Jabaquara e Atlântica, na zona sul, Doutor Assis Ribeiro e Engenheiro Feijó Bittencourt, na zona leste, e Heitor Antônio Eiras Garcia, na zona oeste, além de ruas como a da Mooca, na zona leste, e Pais Leme e dos Pinheiros, na zona oeste, também serão contempladas.

As obras, inicialmente previstas para durar até 30 de abril, devem seguir por mais tempo. A assessoria de imprensa da Secretaria das Prefeituras Regionais, entretanto, não soube precisar as datas para esses trabalhos, que dependem de condições climáticas para serem realizados.

Zeladoria

Algumas das maiores críticas enfrentadas pela gestão do prefeito João Doria (PSDB) estão relacionadas a problemas de zeladoria. Grande parte das queixas acumuladas em 2017 trata de falhas em serviços de recapeamento, limpeza urbana e manutenção de semáforos e parques.

Em média, a Prefeitura de São Paulo demorou 57 dias para resolver as demandas concentradas pela central de serviços SP156 no primeiro semestre de 2017. O tempo é 19 dias maior do que no mesmo período de 2016, quando a administração levava 38 dias para realizar um atendimento – 50% a menos.

Para tentar contornar essa situação, Carvalho afirma ter traçado metas para as Prefeituras Regionais. “Estamos reorganizando e redimensionando equipes, principalmente para os serviços de Tapa-Buracos e Poda de Árvores. Também fizemos um plano de produtividade por regional e saltamos, por exemplo, de 18 mil para 55 mil buracos tapados por mês entre novembro e dezembro”, afirma.

O secretário também atribui parte das dificuldades à situação deixada pela gestão de Fernando Haddad (PT). “Existiam prefeituras regionais que estavam há mais de dois meses sem equipes de corte de grama. Os parques também estavam sem contratos de manejo, manutenção e vigilância desde agosto de 2016 e levou tempo para regularizarmos a situação. A mesma coisa aconteceu com os semáforos”, diz.

 

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