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Terça, 05 Dezembro 2017 16:34

Paradas há meses, obras na Av. Zagottis serão entregues só em abril de 2018

A paralisação traz sérias consequências à movimentação do entorno da praça Acapulco e das avenidas Engenheiro Alberto de Zagottis e Octalles Marcondes Ferreira
Em frente à praça Acapulco, no cruzamento entre as avenidas Engenheiro Alberto de Zagottis e Engenheiro Eusébio Stevaux, um grande trecho continua interditado Em frente à praça Acapulco, no cruzamento entre as avenidas Engenheiro Alberto de Zagottis e Engenheiro Eusébio Stevaux, um grande trecho continua interditado Thiago Neme/Gazeta de S.Paulo
Por Marcelo Tomaz
De São Paulo

As obras de combate à enchente do córrego Zavuvus, na zona sul de São Paulo, estão há meses inacabadas. A paralisação traz sérias consequências à movimentação do entorno da praça Acapulco e das avenidas Engenheiro Alberto de Zagottis e Octalles Marcondes Ferreira.

São muitas as interdições na região. Placas de sinalização feitas de madeira estão danificadas. Os tapumes soltos, que antes serviam para isolar o local, agora são utilizados como abrigo para o consumo de drogas.

O lixo e o entulho estão por toda a parte. Em frente à praça Acapulco, no cruzamento entre a Zagottis e a avenida Engenheiro Eusébio Stevaux, em uma área interditada, um grande trecho da rua ainda aguarda asfalto e a terra utilizada para a manutenção está exposta.

O transtorno provocado pela paralisação tem consequências também no trânsito. Nos horários de pico ou em dias de chuva os congestionamentos são caóticos. Os comerciantes alegam que os desvios existentes não são indicados de maneira adequada e que muitos acidentes ocorrem por conta disso.

José Carlos Barbosa, de 60 anos, que é taxista e trabalha na região há mais de 25 anos, diz que há mais de seis meses não vê ninguém trabalhando no local. Segundo ele, a situação está pior agora do que quando as intervenções começaram. “Há pelo menos seis meses que está tudo largado, com trânsito ruim, usuários de drogas e as enchentes, que continuam acontecendo”, reclama.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo afirmou que a canalização do córrego Zavuvus segue normalmente. Confira a íntegra da resposta enviada pela assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Serviços e Obras da gestão João Doria (PSDB):

“A Secretaria Municipal de Serviços e Obras informa que as obras de canalização do Córrego Zavuvus foram suspensas em julho deste ano, atendendo a recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU), que apontou falhas nos projetos básicos feitos pela gestão anterior. Eles foram revisados e enviados ao tribunal. Em agosto, o TCU aceitou a proposta encaminhada pela atual gestão e autorizou o desbloqueio dos recursos federais destinados à execução dos projetos executivos, onde toda a obra é detalhada. No momento, a secretaria trabalha nessa execução”.

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Zavuvus

O projeto de controle de enchentes da bacia do córrego Zavuvus começou a ser executado em abril de 2015. Com área de aproximadamente 9 km², o Zavuvus nasce na Vila Joanisa, junto a rua Babilônia, corre em paralelo a avenida Yervant Kissajikian, atravessa as avenidas Interlagos e Nossa Senhora do Sabará e segue em direção à avenida Engenheiro Alberto de Zagottis, até desaguar na margem direita do canal superior do rio Pinheiros, ao lado da estação Jurubatuba da CPTM.

O prazo para conclusão da obra, que se encerra em 2018, compreende três lotes. Os dois primeiros dizem respeito a construção de dois reservatórios e de um parque linear entre as ruas Luís da Gama Rosa e a avenida Interlagos, além da urbanização de boa parte da região. O terceiro lote readequaria trechos do canal, implantaria galerias de reforço e canalizaria 2,1 km entre a cabeceira do Zavuvus e um dos reservatórios. O investimento previsto, proveniente de recursos do PAC, era de R$ 316 milhões.

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